De onde vêm os números?
A fonte é o Novo CAGED, o cadastro em que toda empresa brasileira registra admissões e desligamentos formais. É a base que sustenta as estatísticas oficiais de emprego do país. Acessamos essa série pelo Portal Salário, que a organiza por ocupação, e cada página de profissão traz o link direto para a consulta que originou os valores.
Junto do valor você sempre encontra quatro informações que permitem julgar a qualidade do dado: o código CBO da ocupação, o número de profissionais na amostra, o período de referência e a data em que consultamos. Uma faixa apurada sobre 26 mil profissionais merece mais confiança do que uma apurada sobre 147 — e nós mostramos qual é qual, em vez de apresentar as duas com a mesma segurança.
O que as faixas júnior, pleno e sênior significam?
O CAGED não classifica trabalhadores por senioridade, então não seria honesto inventar essa divisão. O que fazemos é declarar a correspondência na própria tabela:
- Início de carreira corresponde ao piso praticado em acordos e convenções coletivas.
- Meio de carreira corresponde à mediana da categoria — metade ganha acima, metade abaixo.
- Topo da faixa corresponde ao teto registrado na categoria.
Em algumas profissões o piso negociado alcança ou supera a mediana de mercado. Quando isso acontece, a página avisa explicitamente que a faixa é comprimida, porque é uma informação relevante para quem está escolhendo a carreira: significa que a progressão salarial dentro da função é pequena.
O que vocês fazem quando não há dado confiável?
Não publicamos número. Carreiras públicas como desembargador, auditor fiscal, perito criminal e policial militar têm remuneração definida em lei, composta por parcelas variáveis, e o CAGED não as representa. Nessas páginas explicamos como a remuneração é estruturada — subsídio, bônus de produtividade, gratificações — e indicamos a lei e o portal de transparência onde o leitor confere o valor vigente.
O perito judicial é o caso extremo: não é emprego, não tem salário. A renda vem de honorários arbitrados pelo juiz caso a caso, conforme o Código de Processo Civil. A página diz isso em vez de estimar uma média que não existiria na realidade.
Como vocês garantem que o número publicado é o número da fonte?
Por verificação automática. O site tem um controle de qualidade que roda antes de cada publicação e compara cada cifra do texto com o dado bruto coletado da fonte. Se aparecer um valor que não existe na consulta original, a publicação é bloqueada — a página não vai ao ar.
Essa checagem existe por um motivo concreto: números plausíveis atribuídos a uma fonte real, mas que não constam dela, passam por qualquer revisão de leitura. Confiar na atenção de quem escreve não é suficiente. Cifras que vêm de outra origem — como o piso nacional da enfermagem, fixado pela Lei 14.434/2022 — só são aceitas quando declaram a própria fonte, com link.
Com que frequência os dados são atualizados?
A série do CAGED é móvel: cobre os doze meses anteriores à consulta. A data de apuração fica visível em toda tabela, e as faixas são reapuradas periodicamente a partir da fonte, não editadas à mão.
Quais são os limites destes dados?
São relevantes e vale conhecê-los antes de usar qualquer número deste site para tomar decisão:
- O CAGED cobre apenas vínculos formais em CLT. Autônomos, pessoas jurídicas, servidores estatutários e renda de consultório próprio ficam de fora.
- Em profissões onde o trabalho por conta própria predomina — psicologia, medicina, veterinária —, a faixa mostrada representa o emprego formal, não a renda típica da categoria.
- Parcelas variáveis não aparecem: comissão de vendedor, hora de voo de piloto e adicionais de aeronauta ficam fora do registro.
- Amostras pequenas oscilam muito. Por isso publicamos o tamanho da amostra.
Encontrou um erro?
Se algum número parecer errado, escreva. Corrigimos e registramos a data da correção. Um site que publica salário para orientar decisão de carreira tem obrigação de errar menos — e de admitir quando erra.